Os vírus das eleições 2020

Em pronunciamento oficial, no fim de semana, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, alertou para os perigos das informações falsas na campanha de 2020.

Segundo ele, a prática que procura confundir os eleitores e tumultuar o livre exercício do voto é “outro vírus que ronda as eleições” municipais, quando serão escolhidos os novos prefeitos e integrantes das câmaras de vereadores.

As campanhas de desinformação e de difamação, potencializadas nos últimos anos pelo aumento da capilaridade das redes sociais, atentam contra a democracia, destacou o ministro.

O processo eleitoral deve ser pautado pelo debate programático, transparência e confiabilidade sobre tudo que é compartilhado – sem a disseminação de mentiras ou estímulo ao ódio. A vacina contra esse
vírus é informação com credibilidade.

Todos têm responsabilidade nesse processo para garantir que o resultado das urnas seja, efetivamente, fruto de uma escolha consciente e livre dos eleitores, com base em suas convicções ideológicas e análise das propostas apresentadas pelos que entraram na disputa.

Por parte dos candidatos, o que se espera é jogo limpo, uma campanha
focada em ideias e planos que façam a diferença na vida do cidadão nos próximos quatro anos. A Justiça Eleitoral vai fazer sua parte, como enfatizou o ministro Luís Barroso, para garantir que as fake news e a polarização desmedida não impeçam o debate público de qualidade.

Em relação à Covid-19, vírus que mudou a rotina mundial desde março, o TSE adotou medidas para que, além de conscientes, todos exercitem sua cidadania com segurança sanitária. Entre as principais recomendações, a recomendação de distanciamento social nas seções e a disponibilização de álcool gel antes e depois do voto na urna eletrônica.