Otimismo na economia

A quarta edição da pesquisa “Impacto do coronavírus nos negócios de Santa Catarina”, realizada por Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), Fecomércio SC (Federação do Comércio, Serviços e Turismo) e Sebrae/SC (Serviço de Apoio Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), aponta que uma em cada cinco empresas do Estado pretende realizar investimentos ainda durante a pandemia. São 18,9% das empresas ouvidas na pesquisa que informam estar em busca de crédito para novos investimentos e projetos.

O percentual é significativo, pois contrasta com a estimativa de perda de faturamento que totaliza R$ 36,7 bilhões nos setores pesquisados, o que representa 8,4% do PIB estadual. E os indicativos da retomada da economia catarinense durante a pandemia, inseridos na pesquisa, vão além: 87,5% das empresas já retornaram às atividades; 10,1% das empresas já estão registrando aumento no quadro de funcionários; houve aumento do número de empresas que conseguiram acesso ao crédito; e 18,9% das empresas catarinenses procuram crédito para realizar novos investimentos e projetos.

Ontem, o editorial do ND mostrou que Santa Catarina mais uma vez foi um dos destaques do Caged. Os números de junho apresentados pelo Ministério da Economia indicam que nosso Estado teve um saldo positivo de 3.721 novos empregos formais. A pesquisa e os dados do Caged são um incentivo a mais aos empreendedores catarinenses, que estão na batalha para manter as portas abertas ou acabam se reinventando e criando novos negócios.

As boas notícias, com chancela de números oficiais, “contaminam” a população e criam um clima de positivismo. Santa Catarina já caiu e se reergueu diversas vezes. Os catarinenses sabem muito bem dar a volta por cima nos piores momentos.

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