Pandemia e coletividade

Ainda que não representem a grande maioria da população, que vem acatando
as orientações sanitárias, os flagrantes de desrespeito às medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 registrados pelas equipes de fiscalização em várias regiões do Estado levam à reflexão sobre o sentimento de coletividade e o papel de cada um nesse momento de pandemia.

O momento de crise, sem precedentes, exige que as ações individuais do dia-a-dia sejam, mais do que nunca, pautadas pelo interesse público. Autoridades da área da saúde têm reforçado os apelos para que a população continue fazendo a sua parte, para evitar a disseminação do vírus, seguindo as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde). A primeira delas é a atenção ao isolamento social, principal arma contra a Covid-19 enquanto não existir uma vacina no mercado.

Apesar de flexibilizações pontuais, necessárias para que a roda da economia volte a girar – estancando o aumento do desemprego, a quebradeira empresarial e o já imenso abismo social brasileiro – continua valendo o pedido para que as pessoas fiquem em casa sempre que possível. E que ao saírem para trabalhar ou para atividades inadiáveis na rua não deixem de tomar todos os cuidados essenciais para diminuição do risco de contágio – como o distanciamento social, o uso de máscara e higienização frequente com sabão e álcool gel.

O descumprimento das normas previstas pelos decretos municipais – como a realização de festas privadas, a abertura clandestina de bares ou aglomerações em espaços públicos – boicota a ação contra nosso inimigo número 1, que é o vírus. E contribui para postergar cada vez mais a batalha contra a pandemia.

+ Editoriais

Editorial

Um problema que se eterniza e se mantém há anos no Brasil pode estar chegando ao fim. Ontem, o presi ...