Para evitar tragédias

O desabamento de um prédio de sete andares construído de maneira irregular, em uma área nobre de Fortaleza, capital do Ceará, acende o sinal de alerta mais uma vez em Florianópolis. As invasões, na maioria das vezes em APPs (Áreas de Proteção Permanente), locais íngremes e de risco, continuam ocorrendo nos quatro cantos da Ilha. Barracos, casas e até prédios são erguidos irregularmente e rapidamente passam a ser habitados. Esses moradores convivem com o medo e a insegurança, à espera de uma tragédia. Ministério Público de Santa Catarina e Prefeitura de Florianópolis estão atentos a essa movimentação. Buscam cortar o mal pela raiz, ou seja, fazer a demolição do imóvel irregular antes de sua conclusão. Nem sempre conseguem e o trabalho parece ser o de “enxugar gelo”. Mas é importante insistir na fiscalização e no combate às invasões, para evitar tragédias como essa de Fortaleza e não deixar Florianópolis se transformar em uma Rio de Janeiro, onde os problemas com imóveis irregulares são tão ou mais graves do que aqui. Como capital, destino de investimentos de fora e uma das principais atrações turísticas do país, presente sempre na mídia pela qualidade de vida que ostenta, Florianópolis atrai naturalmente famílias de outras partes do Estado e do Brasil. São essas pessoas que chegam aqui, em busca de uma vida melhor, que acabam ocupando áreas irregulares, muitas delas enganadas por aproveitadores que oferecem terras irregulares – geralmente da União ou do município – a preços baixos. Mas são tão culpados quanto os picaretas que invadem e vendem as terras.

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