Patinetes e insegurança

A mobilidade urbana de Florianópolis é um das piores do Brasil. Ruas estrei­tas, transporte público ainda deficien­te, excesso de carros. Para chegar mais rápido ao destino apareceram os patinetes elétricos, apresentados como novidade, semelhante às bicicletas compartilhadas. E o que era para ajudar a cidade acabou se transformando em mais um problema. Os veículos, deixados em qualquer lugar de­pois do uso, oferecem uma impressão de abandono , de desleixo com a cidade. Se o pedestre não ficar atento, pode até tropeçar em algum desses equipamentos.

O maior problema, no entanto, é a falta de segurança. Ninguém sai de casa com um capacete de ciclista a tiracolo, só para usar se eventu­almente precisar do patinete pra se deslocar pelo Centro. Muito menos há joelheiras e cotoveleiras disponíveis junto ao aparelho. Em caso de queda, nada do mínimo proposto como equipa­mento de segurança estará presente e os feri­mentos serão certos. Há risco ainda na colisão com outras pessoas, com ciclistas, motocicletas e, o mais perigoso, com os carros.

A Guarda Municipal recomenda o uso das ci­clo faixas, que não são muitas e até mesmo das calçadas. Mas, para especialistas, o patinete é enquadrado como “um brinquedo” não sendo coberto por nenhuma legislação específica. O usuário faz sua parte e abusa: anda na veloci­dade máxima em meio aos pedestres, disputa espaço com as bicicletas e até em meio aos carros. E quem vai fiscalizar se não há lei que regu­lamente o novo meio de transporte? Como o serviço ainda vai ser lici­tado pela prefeitura, seria fundamental incluir no novo contrato um conjunto de regras de circulação e uso, assim como a responsabilidade civil e de atendimento em caso de acidente.

Patinete oferece risco no trânsito - Flávio Tin/ND
Patinete oferece risco no trânsito – Flávio Tin/ND

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