Pelo fim dos privilégios

A Câmara dos Deputados começou a discutir o modelo de reestruturação administrativa para a Casa, elaborado com base nos estudos conduzidos pela Falconi Consultoria. Já não era sem tempo. A Câmara vive, há décadas, distante da sociedade, fechada no seu mundo bilionário, gastando dinheiro público, que é do povo.

Os deputados federais custam mais de R$ 1 bilhão por ano – cada um tem o custo anual de R$ 2 milhões. Além do salário de R$ 33.763, os parlamentares ainda recebem benefícios, como auxílio-moradia, cirurgias bariátricas, aposentadoria integral, cota parlamentar, ajuda de custo, verba de gabinete, diárias… São tantos privilégios que chegam a ser um deboche para milhões de brasileiros que batalham dia a dia para no fim do mês receberem um salário mínimo, ou às vezes, nem isso.

Assim como os senadores, os deputados federais formam uma casta especial, rodeados do séquito de assessores, das verbas indenizatórias sem limite e dos muitos privilégios. Muitas vezes trabalham para interesses próprios, das suas famílias e de seus grupos políticos, menos para a maioria da população. Os brasileiros estão fartos dos salários generosos e caros para manter a máquina pública.

A reforma administrativa da Câmara, apresentada pelo presidente Rodrigo Maia, prevê uma economia de R$ 400 milhões por ano aos cofres públicos. A primeira medida anunciada por Maia foi a restrição do pagamento do benefício que ajuda a engordar o salário dos deputados federais: a partir de agora, parlamentares reeleitos ou que já morem no Distrito Federal não poderão receber o auxílio-mudança, que equivale a um salário a mais no início e no fim do mandato. Isso ainda é pouco para todas as benesses que são mantidas na Câmara.

A reforma proposta é uma semente que pode dar frutos se a população ficar atenta e cobrar a execução dessas mudanças. A sociedade precisa fazer a sua parte, porque afinal os parlamentares ainda não entenderam qual é o papel deles.

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