Pequenos negócios

A atividade econômica sentiu o duro golpe da pandemia do novo coronavírus. A queda foi especialmente dolorosa para o varejo. A recuperação não será fácil, ainda mais para as micro e pequenas empresas, responsáveis pela geração de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Em 2019, os pequenos negócios somavam mais de 12 milhões de CNPJs e respondiam por mais da metade dos empregos no país. Com a chegada da Covid-19, estima-se que 9 milhões de empregados tenham sido dispensados.

Nesta retomada gradual das atividades econômicas, os pequenos negócios estão recebendo uma ajuda importante de quem conhece a fundo o assunto. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) tomou algumas medidas para auxiliar os empresários com mais segurança, mediante as dificuldades em decorrência da crise econômica e de saúde.

Ao todo, são 35 documentos (e-books e vídeos) voltados para 47 segmentos – moda, beleza, estética, bares, lanchonetes, restaurantes, lojas de rua e de shopping, academias de ginástica, clínicas, entre outros.

Como diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles, mais importante do que abrir um negócio é se manter aberto e ter um local mais seguro. Como parte da população ainda sente insegurança para sair às ruas, o objetivo dos protocolos de segurança é dar tranquilidade a empresários e consumidores.

Essas pequenas empresas penam com os efeitos do isolamento social e da diminuição do consumo. E até então, vinham sofrendo também por não conseguir acesso ao crédito que lhes permita sobreviver à crise e contribuir para a recuperação.

Nesta semana, começou a ser liberado o crédito do Pronampe (Programa Nacional de Apoio as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), projeto de lei do senador Jorginho Mello, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. São 36 meses de prazo, oito meses de carência, juros de 5% ao ano e sem a necessidade de garantia real.

Com estes auxílios, os pequenos negócios têm ótimas possibilidades para sair da situação sufocante. Vão ajudar o país a sair da crise, com uma recuperação menos lenta e penosa. Desse jeito, ficará mais fácil construir um futuro melhor para o Brasil.

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