Perguntas sem respostas

Os deputados estaduais que integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Respiradores terão muito trabalho para tentar esclarecer a desastrosa compra dos 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões à Veigamed, uma empresa sem histórico nenhum em negociação com o governo do Estado.

No dia mais esperado das oitivas até então, afinal três dos principais personagens estariam frente a frente com os parlamentares, o que se viu e ouviu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina foram muitas respostas e explicações seguras e técnicas por parte da servidora pública e ex-superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde, Marcia Regina Geremias Pauli, e outras inúmeras respostas evasivas e acusações dos ex-secretários Helton de Souza Zeferino (Saúde) e Douglas Borba (Casa Civil).

Paralelo aos trabalhos da CPI continuam as investigações da força-tarefa do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), TCE (Tribunal de Contas do Estado) e Polícia Civil.

Com materiais apreendidos – computadores, celulares e documentos -, os investigadores devem avançar rapidamente nos esclarecimentos das principais perguntas que estão sem respostas: Quem é o principal responsável pela autorização da compra dos respiradores? Quem autorizou o pagamento antecipado, que não constava na proposta? Onde foi parar a maior parte dos R$ 33 milhões? Quem se beneficiou com essa negociação?

Os responsáveis pelo uso indevido do dinheiro público precisam ser punidos. É uma questão de honra para a força-tarefa esclarecer essa negociação do governo do Estado. Como também é questão de honra dar um desfecho para a sociedade. Santa Catarina não merece carregar essa mancha de corrupção. Isso não faz parte do DNA catarinense.

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