Perigo ao volante

Com a progressiva volta à normalidade das atividades econômicas, e aumento da circulação de veículos nos centros urbanos e rodovias, os casos de desrespeito à Lei Seca voltam a preocupar e acender o sinal de alerta entre as autoridades de trânsito do país.

O momento é, realmente, de retomada de ações enérgicas com o objetivo de garantir que a legislação brasileira, rigorosa em relação aos crimes cometidos ao volante, seja efetivamente cumprida.

Gestores públicos de Estados e municípios brasileiros começam, aos poucos, entendendo que as flexibilizações devem ser acompanhadas de medidas voltadas à segurança de motoristas e pedestres.

São Paulo, por exemplo, anunciou que operações especiais em pontos estratégicos vão voltar a fiscalizar os condutores, e a Prefeitura de Florianópolis informou que a Guarda Municipal reeditará as blitze que vinha realizando com frequência antes da pandemia da Covid-19.

A liberação dos eventos e das baladas, com inevitável maior consumo de bebidas alcoólicas, torna essa ofensiva ainda mais importante.

Estudo feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, divulgado um pouco antes do início da crise sanitária, aponta que as blitze – com multas pesadíssimas e possibilidade de prisão em flagrante – se mostraram eficazes para a redução dos acidentes e mortes nas rodovias brasileiras.

A experiência mostra, portanto, que o aparato repressor e punitivo do Estado tem papel fundamental na inibição dos delitos de trânsito, contribuindo para a preservação de vidas e diminuição do prejuízo econômico ao país. Mas isso não basta.

É necessário um investimento que tenha resultados práticos a longo prazo. A construção de um cenário mais humanizado e de respeito à lei passa por uma mudança cultural – ainda predominantemente violenta e predatória no trânsito – pelo caminho da educação e conscientização de nossas crianças.

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