Perigo real e irresponsabilidade

Enquanto as vacinas e a vacinação contra a Covid-19 viraram uma discussão política entre os governantes brasileiros, o contágio do coronavírus avança e volta a deixar a população em alerta. Em Santa Catarina, em 24 horas, entre segunda-feira e terça-feira, foram registradas 91 mortes.

Este número só não é o recorde na pandemia porque no dia 10 de agosto foram contabilizados 96 óbitos. Mas naquela data a Secretaria de Estado da Saúde fez um ajuste no sistema e juntou as mortes ocorridas em semanas anteriores. Já são mais de 400 mil casos em solo catarinense.

Os leitos de UTI voltaram a ficar lotados, o que evidencia o iminente colapso do sistema público de saúde em Santa Catarina. Na Grande Florianópolis, praticamente não há mais vagas. A situação é grave, apesar de boa parte da população desdenhar do perigo real que esse agravamento da pandemia pode representar nos próximos dias.

Santa Catarina paga o preço da irresponsabilidade dos catarinenses e de turistas que insistem em não usar máscaras e desrespeitam o distanciamento, o que provoca aglomerações. Os feriados prolongados de setembro, outubro e novembro foram retratos da falta de bom senso e desrespeito.

Flagrantes de festas e aglomerações em praias e bares se tornaram cenas comuns, principalmente no litoral catarinense. Os nove meses de pandemia não podem ser usados como desculpa para deixar de lado as regras sanitárias e de convivência. É fundamental seguir com os cuidados que nos foram impostos desde o início da pandemia. As vacinas continuam sendo testadas em todo o mundo.

No Reino Unido, as primeiras doses começaram a ser aplicadas na terça-feira (8). Daqui pra frente, a expectativa é de que mais países possam dar início à imunização nos próximos dias ou meses. Mas ainda precisamos enfrentar o vírus com seriedade e responsabilidade. Falta pouco para voltarmos ao “velho normal”. Enquanto isso, paciência e prudência são as nossas melhores companhias.

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