Perigo sobre duas rodas

Os dados atualizados pelo Ministério da Saúde são alarmantes. A cada dez atendimentos por acidente de transporte realizados em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), oito são com motociclistas. A faixa etária mais acometida é entre 20 e 39 anos. A maioria homem. Os números fazem parte da pesquisa Viva Inquérito 2017, realizada a cada três anos. Os acidentes envolvendo motos estão atingindo em cheio a juventude brasileira, deixando milhares de famílias desamparadas e ainda comprometendo diretamente a capacidade produtiva do país. Levantamento divulgado em agosto, com base em dados do seguro Dpvat (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) mostra que nos últimos dez anos ao menos 200 mil pessoas morreram no país e 2,5 milhões de brasileiros se tornaram permanentemente inválidos para o trabalho. Se incluídos os acidentados com sequelas menos graves, o total de casos chega a quase 3,3 milhões. Seja pela rapidez, economia, praticidade ou pelo custo mais baixo em relação aos carros, as motos ganharam mais espaço nas ruas. Os serviços de entregas, que vivem um momento de expansão, exigem rapidez para que os entregadores tenham mais ganhos. Pressa, negligência, descuido, imprudência, vários são os motivos de acidentes, mas se motociclistas e motoristas se pactuarem ao bem comum com respeito mútuo, respeito às leis de trânsito e, principalmente, respeito ao próximo, o trânsito ficará mais humano e, por consequência, o quadro atual com o número elevado de acidentes envolvendo motos poderá ser revertido. Consciência ao volante é um item obrigatório no trânsito.

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