Persistência nas reformas

Em entrevista à mídia nacional no fim de semana, o ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn fez uma avaliação das medidas econômicas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro. Falou sobre a redução dos juros e mudança das regras para o cheque especial, mas o grande destaque foi a veemente defesa das reformas.

De forma lúcida e comprometida com o desenvolvimento do país, pontuou que o que levou à aprovação da reforma da Previdência foi a percepção de que “era necessária para consolidar o fiscal”. Foi o gancho para considerar essencial que o Brasil conclua também as reformas tributária e administrativa.

Ao mesmo tempo em que enfatiza que o crescimento vai depender “da capacidade de tirar obstáculos”, muitos dos quais inflados pelo embate radical e ideológico, o economista olha para o copo cheio. E não para o copo vazio, como a grande maioria da oposição procura mirar quando avalia o cenário macroeconômico O que se espera é que a agenda de reformas continue a ser implementada, e ainda com um ritmo mais acelerado.

É um dos pilares para a recuperação do crescimento, que já é modesta e, destaque-se, sem dinheiro estrangeiro. Além disso, o que precisa ser entendido o Brasil é que esse movimento, que passa pelas reformas e por medidas que desburocratizam e destravam a economia, não é excludente. Pelo contrário, é fator preponderante para a geração de empregos e renda. Ainda temos cerca de 12 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. E a reversão desse quadro passa, principalmente, pelas reformas que estão por vir.

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