Pontes: gestão profissional já!

O drama que acomete Florianópolis sempre que uma emergência é registrada em áreas onde a responsabilidade é estadual, federal ou compartilhada ficou mais uma vez evidente no sábado, quando a junta de dilatação voltou a se soltar na ponte Pedro Ivo Campos. Menos mal que o incidente foi registrado no sábado, embora muita gente tenha ficado no prejuízo da mesma forma. Mas se fosse um dia de semana qualquer, os impactos no cotidiano do morador da região seriam sentidos com muito mais força. Levou mais de três horas até que o conserto tivesse início e, para o espanto geral, não haviam parafusos para que a junta começasse a ser colocada no lugar. Nesse tempo, nossa única entrada para a Ilha ficou parada.

A dificuldade de gestão das pontes ficou mais uma vez evidente. Está claro que se o prefeito Gean Loureiro (Sem Partido) não tivesse colocado o guincho à disposição da população, até mesmo nesses casos continuaríamos enfrentando problemas. Quando começou a reforma nas duas pontes, o que se imaginou, também, é que esse problema não aconteceria mais. Mas uma emergência não parece estar no escopo dos contratos celebrados para a recomposição das estruturas.

Mas o caminho para não ver esse problema se repetir é simples. Passa fundamentalmente por um contrato para a gestão das pontes, na forma de terceirização ou concessão. Não é o caso de um pedágio como acontece na Rio-Niterói, mas é preciso que o monitoramento seja profissional e não estatal. Com respostas rápidas, na velocidade que uma Capital exige – ainda mais uma capital com sérios problemas de mobilidade. Por mais que ainda se possa levantar a possibilidade de criação de um comitê, envolvendo o Estado, a Prefeitura e União, ainda assim o serviço ficará longe da resposta profissional que a nossa sociedade quer e merece.

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