Ponto sem controle

Quanto tempo uma empresa demora para implantar um sistema de ponto eletrônico para seus funcionários? Uma semana, alguns dias? É segurança para o empresário e para o empregado e certeza que todos estão dentro da lei. Na UFSC, até se podia pensar em uma licitação ou termo de cooperação, com prazos maiores, mas mesmo condenada pela justiça em 2017, a universidade ainda controla o ponto de seus servidores “na confiança”, de forma precária. Parte dos docentes ainda abraça campanha do sindicato da categoria contra a medida, em total descompasso com a transparência que pede a sociedade nos dias de hoje e corroborando com as críticas à gestão da instituição.

Em meio a necessidade de economia de recursos no governo federal, como justificar que você trata o controle das horas trabalhadas “apenas como um elemento de gestão”, segundo informou a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Carla Búrigo?. Para ela, “ o que garante produtividade é a responsabilidade social de cada servidor”. Ninguém duvida da responsabilidade de um professor perante suas aulas, mas não se deve gerenciar nenhum órgão público como casa de caridade. O mínimo que se espera de um gestor é o controle eficiente das horas trabalhadas e das horas extras.

Da mesma forma, também não se discute que há características peculiares no trabalho de um professor universitário. Que as atividades vão além da sala de aula. Mas isso também precisa ser registrado, eletronicamente ou não, com clareza e transparência. É bom para o professor, que vê o seu trabalho respeitado e confiança para os estudantes e para a sociedade, que tem como fiscalizar e saber que o dinheiro pago em impostos está sendo empregado com justiça na formação universitária do brasileiro. Da forma como está, fica muito difícil crer num controle de despesas por parte da Universidade Federal de Santa Catarina.

05 Comentários

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  • Miguel
    Miguel
    Na Universidade privada batem ponto, na pública, que não tem dono, fica por conta da " responsabilidade social".
  • André
    André
    Bater o ponto é simples, mas preferem não fazê-lo. Motivos são claros, ou seja, muitos não vão trabalhar.Em suma, uma baderna!! E ainda alguns defendem essa bagunça, por favor!!!
  • Sergio
    Sergio
    Editorial medíocre. Quanto tempo o "editorialista" dedicou para escrever tal peça?
    • Joaquim
      Joaquim
      Chamar isto de editorial é ser muito benevolente. Se é desta forma que se apresenta um grupo de comunicação, a redação de um estudante do sexto ano terá qualidade muito superior e será mais coerente. Pelo tamanho da manifestação contra os cortes na educação, há algum motivo que os façam buscar problemas na UFSC que sejam mais pertinentes que o próprio funcionamento da instituição ameaçado? Discurso moralista e pueril.
    • RAUL ESPOSITO ORTEGA
      RAUL ESPOSITO ORTEGA
      Comentário que, simplesmente retrata a verdade. Apenas isso. Agora a novidade: segundo a Acessoria do MEC, em caso de greve quem não trabalha, não vai ser pago. Quero ver as chefias enviando o ponto dos grevistas. Será inédito.

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