Preços elevados e movimento reduzido

O setor de bares e restaurantes, um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19, enfrenta uma crise desde março de 2020 que pode levar para consequências mais graves num futuro bem próximo. O cenário é de pessimismo, aponta pesquisa da Abrasel/SC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), publicada na edição de fim de semana do ND.

A entidade ouviu mais de 100 estabelecimentos em todo o Estado, e 89,9% dos proprietários demostraram frustração com a recuperação econômica nestes primeiros dias da temporada de verão, 20 de dezembro e 4 de janeiro. Em relação ao mesmo período de 2019/2020, 49,1% dos entrevistados dizem que o movimento está muito pior.

Desta vez, o número de turistas está bem abaixo do que acostumava se ver por aqui. Os argentinos não vieram. O verão sempre foi a tábua de salvação dos bares e restaurantes em Santa Catarina, um dos principais destinos turístico do país, era a estação na qual os proprietários viam aumentar consideravelmente os ganhos.

Desta vez, a pandemia e a inflação fizeram cair também o poder de compra dos consumidores. “O segmento já vinha absorvendo aumentos representativos de custos desde 2019. Com a forte pressão inflacionária do segundo semestre de 2020, não foi possível evitar o repasse aos preços dos cardápios. Além disso, na contramão de outros Estados, houve em Santa Catarina aumento de ICMS”, diz o presidente da Abrasel/SC, Raphael Dabdab.

Para 73,6% dos empresários ouvidos pela entidade, a expectativa de movimento para o restante da temporada é inferior em relação ao mesmo período do ano passado. Para evitar uma quebradeira geral no setor, reinvenção e inovação são palavras obrigatórias para os comerciantes. Mas com preços altos e movimento baixo, o desafio de se reinventar e inovar durante a temporada de verão é enorme.

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