Prejuízo ambiental

O incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, controlado pelos bombeiros depois de quase dois dias de queimadas de proporções gigantescas, não pode ser tratado apenas como uma fatalidade. As evidências levantadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar Ambiental apontam para um possível crime. É inadmissível que neste período de estiagem e de muito vento pessoas sem consciência nenhuma continuem ateando fogo em lixo, restos de materiais de construção, eletrodomésticos e madeiras. Ou pior, queimam a mata para abrir espaço para construções irregulares de moradias dentro da área de preservação. A polícia vai investigar as causas do incêndio que já é considerado maior do que o ocorrido em 2012 e isso pode resultar em prejuízo significativo para fauna e flora que habitam a área de 84 mil hectares. O que preocupa, principalmente, é que o parque é o habitat de diversos animais em extinção que podem estar entre os mais afetados pelo fogo e pelas altas temperaturas. A OAB/SC informou que vai acompanhar as investigações e cobrar responsabilização e punições. Outro ponto grave: apenas três policiais militares e seis servidores do IMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente) protegem o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. O serviço de inteligência da PM faz rondas e fiscalização frequentes, mas não é o suficiente para frear os crimes ambientais. É necessário avançar no trabalho de conscientização de moradores do entorno e de frequentadores do parque. Desta tragédia ambiental, é possível, mais uma vez, destacar o trabalho do Corpo de Bombeiros, de policiais militares e integrantes da Defesa Civil. Como também a solidariedade dos catarinenses, que prontamente ajudaram quem estava precisando de auxílio em meio à fumaça.

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