Preservação da história

O imbróglio que cerca a restauração da Catedral Metropolitana de Florianópolis reflete a dificuldade de preservação dos prédios históricos que simbolizam a Capital. Mesmo onde há mobilização em torno dos projetos, sempre há a barreira da falta de recursos e da interminável burocracia que cerca a oferta de dinheiro público para estas ações. O caso também reforça a tese de que a falta de manutenção ou de verbas e vontade política para as manutenções é a grande vilã da degradação da nossa memória arquitetônica e urbanística.

Na Capital que tem o seu maior símbolo, a ponte Hercílio Luz, como palco de uma reforma interminável e vive às turras com seus dois principais acessos, as pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, com sérios problemas de manutenção, não admira que a reforma da Catedral esteja pela metade. Segundo o presidente da comissão de restauração da Catedral, Roberto Bentes de Sá, apesar das tentativas e busca de recursos, não há previsão de quando a estrutura será entregue totalmente à cidade. Desde que a sexta fase foi finalizada, em 2015, ele espera verba para a conclusão da última etapa.

Com a escassez de recursos, uma das saídas para a conclusão dos trabalhos está clara: é a mobilização da sociedade em torno da restauração. Sendo a Catedral patrimônio da comunidade, nada mais justo que a sua participação. Além disso, fundamentalmente, se faz necessária a montagem posterior de um plano de manutenção, para que não voltemos a conviver com esse problema.

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