Previdência e investimentos

Uma das principais batalhas do governo Bolsonaro foi vencida. Ontem, o Senado aprovou por 60 votos a 19 o texto-base da proposta de reforma da Previdência. Para as novas regras de aposentadoria e pensão começarem a valer, a proposta seguirá para promulgação pelo plenário do Congresso Nacional, ainda sem data prevista. Da previsão de economia de mais de R$ 1 trilhão em dez anos quando o governo encaminhou a reforma ao Congresso, esse valor caiu para cerca de R$ 800 milhões após muitas modificações feitas durante tramitação na Câmara e no Senado. Apesar dessa redução, a quantia é considerável. Será fundamental para a retomada econômica do país. Com um cenário mais favorável a curto e médio prazo, a perspectiva é que o setor industrial e, consequentemente, o emprego, voltem a crescer. Assim como os avanços sociais. Para o líder do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, senador Major Olímpio (SP), a reforma é “dolorida”, mas “necessária”. “É um conjunto de medidas ‘imprescindíveis e fundamentais’ para o equilíbrio econômico, fiscal e orçamentário”, afirmou durante a votação. Quando pensamos em um Brasil eficiente, em que o setor público funcione e que os recursos públicos auferidos de nossos impostos sejam aplicados no que realmente interessa ao país, precisamos pensar também nesse novo cenário com a reforma da Previdência. Vai acabar com os privilégios e reequilibrar as contas do governo. O que se descortina é um novo tempo de investimentos. Este é o caminho correto para o gigante Brasil acordar.

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