Primavera e a crise hídrica

O fim do inverno e a chegada da primavera trazem duas preocupações relacionadas ao clima: o agravamento da estiagem em Santa Catarina e os efeitos do fenômeno climático La Niña, que pode afetar a regularidade da chuva.

O alerta vem da coordenadora de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Márcia dos Santos Seabra, em evento virtual, ontem, que tratou das perspectivas climáticas para a primavera.

A tendência para o quarto trimestre é que o volume de chuva supere a média histórica em boa parte das regiões Centro-Oeste e Norte do país, mas fique abaixo da média no Sul e em partes de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, principalmente durante os meses de outubro e novembro, período em que a irregularidade da chuva tende a ser maior.

Esse prognóstico, no entanto, depende da combinação de uma série de fatores capazes de influenciar o regime de chuva, como as temperaturas na superfície do Oceano Atlântico, em particular na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da região Sul do Brasil. Historicamente, desde 1961, durante a primavera, o volume de chuva vem caindo em todo o Brasil. Essa tendência se acentuou a partir dos anos 2000.

Essa previsão nada animadora do Inmet junta-se ao Boletim Hidrometeorológico Integrado, de agosto, divulgado pelo Governo do Estado, que indica agravamento generalizado das condições de estiagem.

Os acumulados de chuva em agosto foram baixos na maior parte do Estado. As regiões mais afetadas são Oeste e Meio-Oeste, mas o alerta serve para todos os catarinenses. O momento é crítico, precisamos estar atentos e evitar desperdício de água. Cada cidadão deve fazer a sua parte.

Reduzir o tempo do banho, aproveitar a água da lavadora de roupas para lavar calçadas e fazer limpeza, e fechar a torneira enquanto escova os dentes são algumas das atitudes simples e básicas, mas extremamente necessárias para que não falte água e nem haja racionamento.

Diante desse cenário, os catarinenses precisam ter esse compromisso. Afinal, a água é um bem finito, ou seja, ela pode acabar se for mal utilizada.

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