Privatização é a melhor saída

Envolvido em uma série de polêmicas, como o escândalo dos respiradores, os pedidos de impeachment contra o governador Carlos Moisés e a vice Daniela Reinehr, a falta de credibilidade que gera insegurança jurídica e desconfiança de empresários, e o isolamento de Moisés na Casa D´Agronômica, além de inúmeras preocupações que precisa tomar para o combate ao novo coronavírus, o governo de Santa Catarina tem de lidar com questões menos importantes.

Uma delas é a gestão do Hotel Caldas da Imperatriz, em Santo Amaro da Imperatriz. Apesar de a administração ser da Hidrocaldas, uma sociedade de economia mista que tem o governo do Estado como seu maior acionista e que afirma se manter sem a ajuda de ninguém, a responsabilidade da área é do governo.

Na semana passada, a Hidrocaldas parcelou R$ 5 milhões da dívida que tem com o governo federal, entre impostos e processos trabalhistas. A dívida total é de R$ 7 milhões. A companhia tem 50 funcionários que trabalham no hotel. São servidores públicos? Eles são pagos pelo Estado?

É um potencial cabide de empregos. Afinal, o espaço continua sendo público. Por várias vezes, o governo passou a área para a Prefeitura de Santo Amaro da Imperatriz, mas desde 2017 está nas mãos do Estado.
Com tantos problemas para resolver, por que o governo precisa ser dono de um hotel? A solução mais viável é a privatização do Hotel Caldas da Imperatriz.

O Estado “se livraria” da área e ganharia um bom dinheiro com a venda para a iniciativa privada. Mediante contrato coerente, seguro e transparente, é possível garantir mais qualidade e segurança para os hóspedes que vêm de todo o país em busca das águas termais e para conhecer o imóvel histórico que recebeu D. Pedro 2º e a imperatriz Tereza Cristina em outubro de 1845. Neste caso específico do hotel, o protagonismo precisa ser da iniciativa privada, e não do Estado.

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