Programas de emergência

Com o avanço da pandemia da Covid-19 no país e a necessidade de isolamento social para achatar a curva de propagação do vírus, ficou ainda mais evidente a importância do poder público na definição de programas emergenciais que amenizem o impacto causado pela interrupção das atividades econômicas.

O momento atual escancara a desigualdade social brasileira – e exige uma rede forjada pelo Estado que ampare especialmente a faixa da população mais vulnerável. É essa parcela, historicamente excluída, a mais atingida desde o aparecimento dos primeiros casos de coronavírus no Brasil.

Mesmo diante das conhecidas dificuldades orçamentárias da União, o governo federal compreendeu esse papel e deu uma resposta rápida ao decidir pelo pagamento de um auxílio emergencial às pessoas que ficaram absolutamente sem renda logo que as primeiras medidas restritivas foram definidas pelas autoridades sanitárias.

É um programa social com dimensões inéditas no mundo – que apresenta um desafio logístico peculiar e fundamental para garantir a subsistência de homens e mulheres sem condições de levar comida para dentro de casa. Infelizmente, a Covid-19 deixa os pobres ainda mais pobres.

O pagamento da segunda parcela do 13º a aposentados e pensionistas, a partir desta segunda-feira, e a liberação antecipada do primeiro lote da restituição do Imposto de Renda também fazem parte desse esforço para amenizar as dificuldades financeiras da população nesse momento de crise.

Complementam as ações emergenciais as linhas de crédito emergenciais disponibilizadas para empresários, principalmente de pequeno porte, que lutam para pagamento das despesas e manutenção de seus negócios. No cenário atual, o papel do Estado é cortar na carne, amparar quem mais precisa e garantir um ambiente de negócios mais favorável à iniciativa privada.

+

Editoriais

Editorial

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na última ...