Progressos na pauta ambiental

Diante de representantes de 40 países participantes da Cúpula do Clima, evento virtual realizado na quinta e sexta-feira pelos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases e se comprometeu a zerar até 2030 o desmatamento ilegal.

Além disso, se comprometeu a fortalecer os órgãos ambientais e buscar “neutralidade climática” até 2050 – antecipando em dez anos o que estava previsto inicialmente. No discurso, Bolsonaro foi além, ao dizer que, “apesar das limitações orçamentárias”, o governo vai duplicar os recursos para dar mais musculatura às estruturas de fiscalização das florestas e biomas brasileiros.

Houve progressos na pauta ambiental levada pelo Brasil ao encontro global. A Presidência da República adotou um tom equilibrado, conciliador e, principalmente, mais realista em relação às principais questões ambientais brasileiras e sobre o que precisa ser feito para enfrentá-los.

Bolsonaro também acertou ao reiterar seu pedido de ajuda internacional para a preservação ambiental no país. Ele cobrou uma “justa remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos biomas brasileiros ao planeta” e disse que “neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de cooperar com a construção de futuro comum”.

Permeada pela polarização ideológica, acirrada durante a última campanha eleitoral, a discussão sobre a agenda ambiental brasileira precisa avançar em torno de um viés técnico.

Os desmatamentos na Amazônia não começaram no governo Bolsonaro, como faz crer o discurso oposicionista, e os ativistas também não são entreguistas internacionais, como diz o governo. Os dois lados precisam baixar a guarda.

+

Editoriais