Protagonismo da iniciativa privada

Diferente de governos passados, que enxergavam no poder público o grande impulsionador da economia, a gestão de Jair Bolsonaro confia na iniciativa privada para dar à população serviços mais eficientes e recuperar a capacidade de investimentos no Brasil.

O ex-secretário especial do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, antes de deixar o governo Bolsonaro, afirmou que as privatizações promovidas pelo atual governo não têm como meta aumentar a arrecadação do Brasil: “Não se trata de privatizar para arrecadar, e sim por uma convicção de que há áreas em que o protagonismo precisa ser da iniciativa privada, e não do Estado”.

A máquina do Estado precisa ser a mais enxuta possível. Quanto menos o governo utilizar verbas públicas para manter a máquina, melhor para o país, melhor para a sociedade, que receberá de volta, em forma de serviços, os diversos impostos pagos por ela.

Um dos exemplos mais positivos de privatização no país ocorreu na telefonia. A partir dos anos 90, grandes empresas do exterior assumiram os serviços até então controlados pela Embratel. Foi um salto tecnológico daquele Brasil refém de uma empresa que não tinha condições de fazer o país avançar nesse setor.

Hoje, aparelhos celulares viraram companheiros de trabalho e de diversão dos brasileiros. Algo impensável de acontecer com o comando da estatal de 20 anos atrás.

Dados inéditos do Ministério da Economia, obtidos pelo Estadão, mostram que as estatais federais receberam R$ 19,4 bilhões em recursos do Tesouro em 2020, mas pagaram apenas R$ 5,4 bilhões em dividendos para a União. A participação dessas empresas no PIB (Produto Interno Bruto) foi de apenas 5,3%.

Esses indicadores das estatais, quando comparados aos do setor privado, mostram um baixo índice de eficiência associado a um alto custo para a União.

Para o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord, avaliar a contribuição das estatais para o PIB é, na verdade, observar o quanto essas empresas “travam” o desenvolvimento do país. O Brasil tem desafios maiores a enfrentar na saúde, na educação, na segurança e no saneamento. A iniciativa privada está mais preparada para executar os demais desafios.

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