Queimadas e prevenção

O incêndio que atingiu uma área de 20 mil metros quadrados no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, no fim de semana, coloca em evidência um problema recorrente no país e que exige medidas de prevenção e, especialmente, de conscientização.

A ocorrência, que mobilizou o efetivo do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina até o início desta segunda-feira, quando as chamas finalmente foram debeladas, tem um DNA comum nesses casos: a origem provocada pela ação humana. Conforme os bombeiros, é provável que o fogo tenha começado em sacos de lixo, com propagação para a mata.

Os órgãos responsáveis anunciaram uma ação de fiscalização na área para confirmação sobre as causas do incêndio, além da identificação e penalização dos culpados, mas a experiência mostra que esse resultado é improvável. Infelizmente, na maioria das vezes impera a impunidade e os prejuízos ambientais. Em casos ainda mais graves, moradias são atingidas e vidas humanas são perdidas.

O senso comum aponta para a necessidade de reforço da fiscalização em áreas vulneráveis, especialmente em períodos de estiagem como esse que vivemos, mas a realidade econômica nos mostra que não há efetivo suficiente nem recursos públicos disponíveis para que o poder público garanta a onipresença.

Além de investimento em recursos tecnológicos, que podem garantir resultados mais efetivos com menos gastos governamentais, a radiografia do problema – que é nacional e histórico, são cerca de 70 mil queimadas todos os anos – deixa clara a importância de um trabalho educativo que torne o cidadão aliado dos governos no combate aos focos de incêndio. Afinal, a grande maioria dos casos não começa por atos intencionais, e sim por imprudência.

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