Quem paga a conta é o cidadão

Enquanto os paranaenses estão pagando 0,41% a mais na conta de luz, e os gaúchos entre 6% e 7%, os catarinenses desembolsam 8,14% a mais na tarifa cobrada pela Celesc, depois que o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Ricardo Teixeira do Valle Pereira, derrubou a decisão da Justiça Federal em Santa Catarina que havia suspendido o reajuste.

O Procon Estadual argumentou que a tarifa ficou 350% superior à inflação acumulada nos últimos 12 meses e a Justiça entendeu que a Celesc não poderia colocar em prática o reajuste até o fim do estado de calamidade pública em função da pandemia de Covid-19, estabelecido para 31 de dezembro.

Faltou sensibilidade e bom senso ao governo do Estado, que detém o controle acionário da Celesc, uma empresa de economia mista, e ao desembargador federal.

Neste momento de pandemia, cidadãos viram a renda cair, comerciantes presenciaram uma redução significativa no movimento dos seus negócios, empresas e indústrias tiveram queda na produção… Enfim, o reajuste da tarifa de energia elétrica, de 8,14%, nunca poderia ter sido autorizado nesta hora de perdas financeiras e humanas.

A reclamação é geral, de pequenos e grandes comerciantes ou empresários a consumidores residenciais. Na reportagem publicada nesta edição do ND, Gustavo Teixeira, dono de uma lanchonete no Centro de Florianópolis, afirma que que o reajuste vai afetar ainda mais as contas já prejudicadas pela queda do movimento durante a pandemia. A conta de luz, entre R$ 900 e R$ 1.100, ficará mais cara e, consequentemente, o comerciante terá que reajustar os preços de seus produtos para cobrir os novos custos.

Para o cidadão, cada R$ 10, R$ 50 ou R$ 100 a mais na conta de luz vai pesar muito no orçamento. Já s presidentes das companhias elétricas, esses estão muito tranquilos com seus supersalários de R$ 40 mil, R$ 50 mil ou R$ 60 mil garantidos no final de cada mês.

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