Racismo, até quando?

Por mais campanhas e mobilizações contra o racismo que são organizadas
por instituições, ONGs ou veículos de comunicação, a discriminação e o preconceito contra negros, infelizmente, ainda estão presentes no esporte, na política, no comércio, na educação e, principalmente, nas redes sociais. Ou seja, está em nosso dia a dia, em forma de expressões de violência (agressões verbais ou físicas) e até em simples olhares.

Para piorar, há ainda o descaso e o pleno desinteresse do poder público em combater com rigor, como deveria, o crime de racismo. Ofendidos, os negros exigem punição, mas os agressores usam a impunidade como escudo. São pessoas de índole e educação rasas. Agridem não só os pretos e pardos, mas também os valores culturais e religiosos do povo negro.

A aplicação da lei é lenta e, quando as eventuais investigações chegam ao Judiciário, o crime de racismo, imprescritível e inafiançável, é transformado em injúria racial, punido, na maioria das vezes, com cestas básicas, mas jamais com prisão. Tudo depende da interpretação do magistrado. E como não há dados nacionais sobre as sanções aplicadas pela Justiça, não sabemos de fato se as punições ocorrem em maior ou menor número a cada ano.

Faltam rigor e determinação tanto dos legisladores quanto dos operadores da lei para dar um basta à impunidade. Até quando vamos ver ou ouvir injúrias raciais nas arquibancadas dos estádios de futebol, principalmente contra brasileiros, ou na fila do caixa de um supermercado? Estamos quase no ano 2020, precisamos nos respeitar como pessoas. Somo todos iguais. Chega de racismo.

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