Radares e imprudência

A volta da operação dos radares na Via Expressa, entre Florianópolis e São José, dividiu as opiniões dos leitores do ND após a publicação de reportagem na edição de ontem.

Para alguns, a fiscalização eletrônica vai interferir o fluxo de veículos, pois muitos motoristas reduzem demais a velocidade (as máximas permitidas serão de 100 km/h para veículos de pequeno porte e de 80 km/h para veículos de grande porte) ou serve apenas para arrecadar dinheiro com as multas.

Para outros, os radares são essenciais para evitar abusos (alta velocidade) e controlar a imprudência dos condutores. Se os equipamentos fixos estiverem dentro da lei, com sinalização e aferição corretas, são fundamentais para evitar acidentes nas rodovias.

Desde sempre, os radares foram vistos como os vilões das rodovias. Mas esse ponto de vista é de quem comete infrações, pois o bom motorista, aquele que respeita as leis de trânsito, tem os equipamentos como um aliado na segurança nas estradas.

Considerando também que o excesso de velocidade é o maior responsável pela ocorrência de acidentes, e que levam à possibilidade de vítimas, não há como negar a necessidade dos controladores de velocidade.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro determinou a suspensão dos radares móveis utilizados nas rodovias federais, colocando-os sob suspeita de não cumprirem um papel educativo e de apenas servirem como fonte de renda mal-empregada. Também deixou claro que os equipamentos fixos passariam por revisão, após o encerramento do período contratual.

Revisados, os controladores de velocidade agora estão sendo reinstalados. Se todos os condutores respeitassem a legislação, certamente estes equipamentos não seriam necessários. Aos que obedecem às leis de trânsito, não há o que temer.

+

Editoriais

Editorial

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23 ...

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...