Recepção com lixo e descaso

A terceira pista da Via Expressa ficou pronta e garantiu um aspecto de modernidade ao principal acesso à Capital Catarinense. Em tempos de férias escolares ficou ainda mais fácil transitar pela região. Mas agora que as máquinas foram embora e o entorno das pistas está mais organizado, voltou a saltar aos olhos a presença dos moradores de rua e o acumulo de lixo de todo o tipo de tamanho, especialmente nas áreas próximas à Campinas e Kobrasol, em São José e no viaduto da avenida Josué Di Bernardi.

No ano passado, uma força-tarefa, com apoio do Ministério Público, chegou a reunir equipes de São José e Florianópolis para atacar o problema. Com as obras, parece que o trabalho perdeu força, mas precisa ser retomado. Atualmente, com o acúmulo de lixo na divisa das duas cidades, os próprios moradores estão se aproveitando e aumentando o caos e as sujeira no local, que já foi conhecido como a Cracolândia da Grande Florianópolis. É preciso que haja, também, uma conscientização por parte dos moradores da região, para que não joguem detritos às margens da Via Expressa e usem os serviços públicos de coleta, que funcionam nas duas cidades.

São José é uma das cidades mais importantes do Estado. Florianópolis é a Capital Turística do Mercosul. Como as duas cidades podem permitir que visitantes e moradores sejam recepcionados, todos os dias, por uma mistura de lixo e descaso? A situação é de fácil solução: basta prioridade e trabalho diário, de limpeza e acompanhamento da população de rua e catadores em geral, para que deixem de usar o local como “entreposto” de coleta de recicláveis.

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