Recuperação e otimismo

Os números ainda são tímidos, mas animadores. A melhora na economia brasileira se reflete nos índices de 2019 que vêm sendo divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste primeiro mês do ano. Na sexta-feira, o IBGE divulgou que a taxa média de desemprego no país caiu para 11,9% no ano passado, inferior à registrada em 2018, de 12,3%. Economistas afirmam que a abertura de mais postos de trabalhos deve-se à expectativa maior de quem contrata.

O crescimento da indústria e do PIB (Produto Interno Bruto), o aumento do consumo das famílias, a geração de empregos e a queda dos juros podem ser vistos como sinais de recomposição de um dos fundamentos da sociedade, que é a economia. É sobre essa base que se sustentam elementos como educação e saúde públicas, cultura, políticas de segurança e, entre muitos, os projetos habitacionais.  Analistas entendem que já se pode esperar, para 2020, desempenho ainda melhor da economia, com a expansão do PIB ficando em torno dos 2%.

Esse é um indicador que vai depender bastante da temperatura política em Brasília – as reformas Administrativa e Tributária são fundamentais para o reordenamento da máquina pública e para destravar a economia – e dos fatores externos,como o coronavírus, os  desentendimentos entre Estados Unidos e Irã e até um possível impeachment de Donald Trump. Se os números continuarem gerando otimismo e mostrando uma melhora no cenário, o brasileiro tem tudo para deixar a palavra crise para trás nos próximos meses. É um horizonte interessante que se apresenta depois de um longo período de recessão.

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