Recuperação econômica

Passados quase sete meses do início da pandemia de Covid-19, os números da economia brasileira dão sinais de recuperação. Claro que as marcas da recessão, do desemprego e do fechamento de milhares de negócios ainda ficarão presentes por mais algum tempo. Por outro lado, a criação de empregos, redução dos juros, o aumento nas vendas e nas exportações, agronegócios em alta e inflação controlada já garantem a retomada econômica. Outra boa notícia vem da indústria. A pesquisa Indicadores Industrias, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o faturamento real ultrapassou o patamar pré-pandemia do início do ano, e a atividade industrial se manteve em crescimento em agosto.

Segundo o levantamento, o faturamento aumentou 2,3% na comparação com julho e 37,8% em relação a abril, mês auge da crise no setor provocada pela pandemia. Agosto foi o primeiro mês de crescimento do emprego industrial em 2020, com alta de 1,9%. Conforme a CNI, com esse desempenho o nível de emprego já se encontra próximo ao patamar pré-crise. As horas trabalhadas aumentaram 2,9% entre julho e agosto e acumulam um crescimento de 25,1% em relação a abril.

O governo brasileiro está fazendo a sua parte, vem se destacando em meio à crise mundial. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global está mostrando sinais de recuperação da grave recessão, mas uma recuperação completa é “improvável” sem que haja uma vacina. O FMI ainda ressaltou que os governos devem continuar apoiando trabalhadores e comércios, devido às características sem precedentes desta crise, que pode gerar uma onda de falências e desemprego. As medidas até agora adotadas pela equipe econômica do governo brasileiro são importantes para reconduzir o País à via do desenvolvimento e do crescimento. Os próximos passos são as reformas Tributária e Administrativa, fundamentais para a eliminação do rombo fiscal.

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