Recuperação econômica

Santa Catarina já contabiliza 530 mil demissões desde o início da crise provocada pela pandemia da Covid-19. Esse número foi revelado ontem por meio de pesquisa do Sebrae/SC, Fiesc (Federação das Indústrias) e Fecomércio SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina). Reverter esse cenário na economia catarinense será um imenso desafio para empresários, comerciantes e governos.

Em meio à incerteza econômica, outro fato agravante em nosso Estado é a crise política. Pedidos de impeachment do governador Carlos Moisés na Alesc e a desastrada compra de 200 respiradores que resultou na Operação Oxigênio podem dificultar ainda mais a recuperação da economia.

Na pesquisa, que analisou o universo dos pequenos negócios e das médias e grandes empresas, foram ouvidos 2.547 empresários de todas as regiões de Santa Catarina. Mesmo com 86% das empresas em atividade após as medidas de relaxamento da quarentena, o movimento não chega nem perto daquele que era registrado até a primeira quinzena de março.

Muitas delas estão com redução no atendimento ou na produção, mudaram o funcionamento ou aguardam a liberação, e 0,9% fecharam as portas. Os mais prejudicados são os microempreendedores individuais, já que 28,7% seguem com as atividades suspensas ou fecharam as portas.

O momento é de buscar soluções para garantir a sobrevivência dos negócios. Criatividade, promoções e otimismo são fundamentais para a manutenção dos empregos e da renda dos catarinenses. “O cenário pela frente é ainda incerto. A pesquisa aponta que 70% das empresas devem levar de seis meses a dois anos para se recuperar”. A avaliação do presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, mostra como será árdua e lenta a recuperação econômica.

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