Reforço no ensino remoto

A nova decisão da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), de prorrogar a suspensão das atividades presenciais até o dia 22 de maio de 2021 provocou reações, críticas e protestos instantâneos nas redes sociais.

Sem aulas presenciais desde o dia 16 de março e com atividades paralisadas desde 27 de março, a universidade que tem 46.225 alunos só adotou as aulas virtuais no dia 31 de agosto, depois de muita pressão da sociedade.

Durante esse tempo, o movimento Floripa Sustentável, constituído por 44 entidades representativas do setor produtivo catarinense, em carta fez duras críticas à universidade: “Enquanto instituições de ensino superior de todo o país – e maciçamente as particulares – e escolas públicas e privadas rapidamente passaram a funcionar on-line, a UFSC paralisou, sob a alegação de supostos empecilhos”.

Até 31 de agosto, os professores permaneceram em casa, sem trabalhar e recebendo salários integrais desde a paralisação. Situação muito confortável. O emprego dos sonhos de qualquer trabalhador.

Passado o longo período de inércia, as aulas remotas amenizaram o tempo perdido pelos alunos que ficaram sem receber conteúdo. Não é o ideal, mas ao menos a vida acadêmica foi retomada e os estudantes puderam voltar a fazer planos a curto e médio prazo.

Nestes seis meses que vêm pela frente, é importante aperfeiçoar e reforçar o ensino remoto. Enquanto a UFSC se manteve inerte por mais de cinco meses, as universidades particulares implantaram aulas on-line logo no início da pandemia.

Professores que só ministravam aulas presenciais, se reinventaram rapidamente e passaram a ensinar remotamente. Simples assim. Um comprometimento no qual todos ganham.

Ao contrário da UFSC durante os seis meses de inatividade, em que só os professores levaram vantagem. O benefício tem que ser para todos. Ganham os professores com o trabalho e ganham os alunos com o conteúdo educacional que recebem.

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