Reforma moralizante

Enxugar a complexa máquina estatal e aliviar o peso imposto pela folha de pagamento no caixa de municípios, Estados e governo federal são os principais objetivos da reforma administrativa encaminhada nesta semana pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional.

A proposta, tida como atitude moralizante, há décadas discutida e almejada em discursos, mas somente agora encaminhada, pretende aliviar o peso também trazido pelos chamados penduricalhos, as remunerações e gratificações pagas até mesmo para aposentados e pensionistas.

Promoções e progressões exclusivamente por tempo de serviço devem ser extintas, já que o objetivo é adotar a meritocracia como forma de valorização, tornando o serviço público um local de excelência e respeito aos verdadeiros patrões, no caso, a população brasileira.

Mas um dos principais desafios da mesma, alertam especialistas, é que além da economia mais do que necessária, para tornar a atividade mais transparente seja adotada também um plano para tornar a administração pública mais eficiente.

Obviamente que não é somente as remunerações dos servidores públicos, a maioria deles em serviços essenciais, que incham as folhas de pagamentos e impedem os investimentos necessários ao país.

A corrupção, que está enraizada como uma verdadeira erva daninha, também é outra afronta à população brasileira. Porém, de nada adianta o Poder Executivo se preocupar em cortar na própria carne se os parlamentares não derem também sua contribuição.

Além dos altos vencimentos para os padrões nacionais, eles também influenciam nas nomeações cargos comissionados, sem falar naquela lista interminável de benefícios, auxílios e mordomias que recebem para exercerem os já bem remunerados cargos para os quais foram eleitos.

Por isso, é importante o envolvimento de senadores e deputados na aprovação da reforma para acelerar a moralização do serviço público e dar um respiro econômico ao país, aos Estados e municípios. Mas que eles também deem o exemplo e abram mão de mordomias.

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