Regras devem ser cumpridas

Em um intervalo de apenas sete dias, Santa Catarina registrou dois recordes preocupantes: o de maior número diário de casos de Covid-19. No dia 10 de novembro, foram registrados 4.886; no dia 17, as confirmações chegaram a 5.178, o maior número desde o início da pandemia. A situação voltou a ficar grave para o contágio do coronavírus, com a Grande Florianópolis como uma das regiões que mais preocupam as autoridades sanitárias.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado, Raquel Bitencourt, o principal fator que contribui para a situação mais crítica foi a quebra de isolamento social: “O que vemos é que as pessoas não estão seguindo as regras de distanciamento. Isso nos preocupa muito. Pedimos que as pessoas no mínimo usem máscaras e respeitem o distanciamento”. Essas altas nos casos coincidem com os períodos de feriados prolongados.

Aglomerações e festas ocorreram em diversas regiões do Estado, que recebeu milhares de turistas. São longos nove meses de pandemia, é compreensível que a maioria das pessoas, em algum momento, queira sair, passear, fazer compras, ir à praia… mas precisa ter todos os cuidados sanitários que a situação exige, não dá para relaxar.

Não está errado em sair de casa. O problema é que muitos pensam que tudo voltou ao normal, que não há mais riscos de contágio. Ledo engano. Os números divulgados diariamente mostram que é fundamental a população seguir com as regras adotadas desde março: isolamento social, distanciamento e álcool gel.

O risco de uma segunda onda é cada vez mais real. Todos devem ficar atentos a esta possibilidade para evitar maiores prejuízos à saúde e à economia. O Poder Público precisa continuar vigilante, atento aos movimentos das pessoas e manter um planejamento par atender da melhor forma às necessidades da sociedade.

Por parte do consumidor, uma forma de poupar é gastar com inteligência. Com a aproximação das festas de fim de ano, as promoções são as melhores aliadas do nosso bolso. A roda da economia continua a girar, mas é preciso não esquecer que a pandemia está longe de virar passado. Todo cuidado continua sendo fundamental. Não há necessidade de correr riscos.

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