Respostas das forças de segurança

As forças de segurança começam a dar respostas firmes e rápidas à ação “cinematográfica” dos criminosos que protagonizaram o maior assalto a banco da história de Santa Catarina.

A prisão de nove pessoas suspeitas de terem participado do roubo ao Banco do Brasil em Criciúma reforça o trabalho de excelência das polícias Civil e Militar de Santa Catarina, que com apoio das polícias do Rio Grande do Sul, estão à caça dos bandidos noite e dia.

Se os assaltantes planejaram minuciosamente toda a operação, durante meses, e foram bem-sucedidos no assalto, por outro lado as forças de segurança mostram que o serviço de inteligência e investigação estão bem à frente da criminalidade.

As críticas que surgiram sobre como as polícias não perceberam a movimentação dos criminosos nos meses que antecederam o assalto são injustas. É muito difícil detectar algo “diferente”, até porque o planejamento dos bandidos é minucioso. Eles se integram à comunidade e se passam por comerciantes ou moradores, sem levantar suspeitas.

No assalto ao Banco Central em Fortaleza, no ano de 2005, os criminosos criaram uma empresa de fachada que comercializava grama sintética em uma casa próxima ao prédio do BC. De lá, cavaram um túnel até o banco, de onde levaram R$ 164,7 milhões. A polícia conseguiu recuperar R$ 25 milhões e, dos 36 bandidos envolvidos diretamente no crime, quatro morreram e 26 foram presos.

Aqui em Santa Catarina, o coronel Araújo Gomes, ex-comandante da Polícia Militar, concedeu entrevista ao Cidade Alerta, na quarta-feira (2) destacou os pontos positivos da atuação das forças de segurança em todo o processo, principalmente na questão da inteligência e no monitoramento, como também reconheceu que algumas questões poderiam ser melhoradas. Para a polícia catarinense, reconhecidamente uma das melhores do país, é questão de tempo para solucionar o caso e prender os envolvidos.

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