Resultados promissores

O mundo acordou nesta segunda-feira (20) com duas excelentes notícias sobre o combate ao novo coronavírus. As duas vacinas consideradas mais avançadas contra a Covid-19, a da Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, e a desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech deram resultados promissores na segunda fase dos testes em humanos. Para ambas, laboratórios brasileiros farão parte da terceira fase de testes.

Infelizmente, criar uma vacina não é algo que acontece da noite para o dia, mas existe uma grande expectativa de que ela possa ser produzida já nos próximos meses. Cientistas do mundo todo estão correndo para criar uma vacina contra a Covid-19. Se tudo correr como o esperado, a nova imunização deve ficar pronta ainda este ano ou o mais tarde em 2021.

De qualquer maneira, será um recorde da ciência, se tornará a mais rápida a ser desenvolvida na história. Até agora, o sarampo detém o recorde: o vírus causador da doença foi identificado em 1953, enquanto a vacina foi aprovada em 1963, apenas dez anos depois.

A vacina de Oxford está entre as principais candidatas na luta contra a Covid-19, que já matou mais de 606 mil pessoas no mundo. A AstraZeneca assinou acordos com governos de todo o mundo para fornecer a vacina, caso ela se mostre eficaz e obtenha aprovação regulatória.

A empresa afirmou que não buscará lucrar com a vacina durante a pandemia. Essa informação, que pode soar como uma jogada de marketing, na verdade revela o comprometimento de cientistas e empresas com as vidas humanas.

Até que todos tenham acesso à dose, a vida dos pacientes graves está nas mãos dos sistemas de saúde. Por isso, enquanto a vacina não vem, a higienização das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social, seguem sendo nossos maiores aliados contra o coronavírus.

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