Retomada passa pela Previdência

Com a economia ainda emperrada, a aprovação da Nova Previdência ganha cada vez mais urgência no Brasil. Isso é questão de honra para o governo federal. No sábado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a reforma precisa ser aprovada no Congresso Nacional “sem tantas modificações para que o mercado ganhe a confiança no Brasil”. A expectativa do governo é que a proposta seja votada ainda antes do recesso de julho do Congresso.

Mas o governo sabe que será difícil aprovar a reforma sem tantas alterações. A Comissão Especial da Câmara irá analisar a proposta da Nova Previdência em 40 sessões plenárias. Com mais tempo de discussão, maiores são as chances de que o texto receba modificações.

Apesar de mudanças no texto serem praticamente certas, a reforma deve ser aprovada na Câmara sem muitos problemas. Um bom termômetro para isso é a bancada catarinense. Conforme levantamento feito pelo ND, dos 16 deputados federais que representam o Estado, 13 se declararam favoráveis à proposta do governo. Dois ainda estão indecisos e um definiu o voto contrário à reforma. Os catarinenses reconhecem que os argumentos do ministro Paulo Guedes são convincentes e o modelo atual de Previdência é ultrapassado e insustentável.

Uma das alegações feitas ao ND por um deputado para a aprovação da Nova Previdência é a de que o modelo atual beneficia muitos trabalhadores que se aposentam por volta dos 55 anos, enquanto outros só conseguem a aposentadoria sete ou oito anos mais tarde. Corrigir distorções é apenas um dos muitos pontos que precisam mudar no sistema previdenciário do país.

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