SC precisa entrar no mapa dos investimentos

Um antigo pleito da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) e do governo do Estado ganhou prioridade nesta semana. Trata-se do Plano Nacional de Logística (PNL) 2035, um dos principais instrumentos que o Poder Público dispõe para planejar, no longo prazo, a infraestrutura de transportes no Brasil.

O PNL identifica e propõe, com base no diagnóstico atual, soluções que contribuam para o desenvolvimento brasileiro. Além disso, define os investimentos que serão direcionados para os setores portuário, ferroviário, rodoviário e aeroportuário.

O prazo da consulta aberta termina no dia 30 de abril e a governadora em exercício, Daniela Reinehr, conversou, nesta semana, com o setor produtivo para alinhar estratégias.

Daniela entende que a logística é um dos principais temas para o desenvolvimento e, por isso, tem buscado o diálogo com todos os segmentos sociais. O fato é que o Estado precisa sensibilizar o Ministério de Infraestrutura e a Empresa de Planejamento e Logística para a execução de obras vitais no âmbito do desenvolvimento econômico e social em menos de dez dias.

Na sexta-feira (23), o secretário de Estado de Infraestrutura, Leodegar Tiscoski, participa de uma reunião na Fiesc para tratar especificamente da PLN 2035. O tema merece atenção em todos os sentidos. Não é de hoje que Santa Catarina fica à margem do planejamento federal, com retorno de investimentos muito abaixo do volume de recursos arrecadados e repassados ao governo federal.

Em 2020, o Estado enviou para Brasília R$ 69,8 bilhões em impostos e recebeu de volta, em investimentos para a infraestrutura, R$ 471 milhões, ou seja, apenas 0,67%. A falta de atenção com obras estruturais importantes é um dos grandes desafios da gestão pública catarinense.

O modal rodoviário, por exemplo, é um dos mais prejudicados. As BRs 280 e 470, rodovias que servem de corredor para o escoamento da produção das regiões Oeste, Planalto Norte e Vale e Alto Vale do Itajaí, aguardam há anos a disponibilização de um maior volume de recursos para conclusão da duplicação.

Já o modal ferroviário, que poderia trazer um alívio para o tráfego pesado das estradas, continua com projetos engavetados. Segundo a Fiesc, os investimentos para a ampliação das linhas férreas estão entre as principais propostas para o aumento da competitividade catarinense. Resta torcer para que o governo do Estado, por meio de suas lideranças, consiga sensibilizar Brasília para trazer para Santa Catarina melhores perspectivas a curto, médio e longo prazo.

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