Sem direito a erros

A volta às aulas em Santa Catarina coincide com o agravamento da pandemia de Covid-19. Nesta quinta-feira, 82% dos cerca de 527 mil alunos da rede estadual retornaram ao modelo de ensino presencial. Os outros 18% integram o grupo de risco ou optaram pelas aulas remotas.

O governo garante uma retomada segura baseada em três pilares: estrutura física, estrutura de pessoal e equipamentos de proteção individual. Está correto, faz a sua parte. Mas apesar de todos os apelos feitos por pais de alunos, empresários, comerciantes e políticos para a volta às aulas, o momento é de muita cautela.

Sabe-se que a vida escolar é fonte de estímulo social e afetivo, e a falta dessa vivência sempre foi uma das principais preocupações dos pais com seus filhos confinados. Mas Santa Catarina, outra vez, está em alerta. A ocupação dos leitos de UTI cresce a cada dia nas principais cidades do Estado. No Oeste, com as UTIs lotadas, pacientes estão sendo transferidos para outros municípios. Festas clandestinas e aglomerações aumentam o número de casos de Covid.

O cenário é preocupante, e ainda não há vacinas suficientes para amenizar a situação. Os professores, que estão na linha de frente da educação, só entraram na quarta fase da imunização. Por isso, para dar mais segurança ao ambiente escolar, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, revelou nesta sexta-feira que estuda colocar os professores como um dos grupos prioritários do Programa Nacional de Imunização a partir de março.

Enquanto a vacina não chega ao setor da educação, é preciso redobrar a atenção dentro das unidades educacionais. Estabelecer uma conexão entre o aluno e a escola nas atuais condições exige caminhos nunca antes percorridos. Nunca é demais lembrar que todos os protocolos sanitários sejam respeitados e exercidos, não há direito a exceções. E nem direito a erros.

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