Sem lei, sem ordem

Continua o impasse com a ocupação da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no centro de Chapecó, provocado por um grupo de estudantes que impede o acesso do reitor Marcelo Recktenvald nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro e empossado em Brasília em 4 de setembro. A sentença prolatada ontem pela juíza federal substituta Heloisa Menegotto Pozenato, negando o pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria feito pelo novo reitor, manteve a paralisação da instituição. A decisão da magistrada, para alguns controversa, porque tenta negociar até o limite, não atende a vontade da maioria dos estudantes, já que o protesto reúne apenas 200 manifestantes. A UFFS se transformou num campo de guerra ideológica entre alunos, professores e servidores que não aceitam os limites impostos pela democracia, palavra que está escrita em diversos cartazes na frente da universidade. Democracia é aceitar as regras do jogo, debater e discutir sem ferir o direito de quem deseja estudar, muitos ameaçados e provocados porque não concordam com a baderna. O ato de nomeação do reitor Marcelo Recktenvald é constitucional, lastreado na lei, porém, contraria os grupelhos de esquerda que aparelham as universidades porque o presidente da República não escolheu o primeiro nome da lista tríplice. Foi um ato legal, legítimo, mas desagradou o “status quo” da instituição que, em nome da autonomia universitária, tenta impedir mudanças. Na verdade, o que existe dentro da universidade de Chapecó é um movimento político, como em outras universidades brasileiras, contra as proposta do atual governo na área da Educação. Tratam contingenciamento orçamentário como cortes de verbas, não aceitam o programa Future-se, que abre as portas das universidades para o mercado permitindo parcerias e investimentos da iniciativa privada. Ao invés do avanço, da modernidade, optam pelo atraso, pelo corporativismo. Lamentável é que a Justiça não consiga fazer cumprir a lei que restabeleceria a ordem dentro do campus, com a desocupação forçada da reitoria, permitindo que o reitor comece a trabalhar, trazendo normalidade e a volta às aulas. Depois de negociações, que duraram dias e envolveu acadêmicos e integrantes do Judiciário, o novo reitor continua despachando num escritório provisório na sede da Advocacia-Geral da União de Chapecó.

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