Sem máscara e sem distância

O primeiro dia de reabertura do comércio nas cidades da Grande Florianópolis foi de movimento intenso nas ruas e de enormes filas em frente às agências bancárias. E o mais preocupante é que a grande maioria das pessoas estava sem máscaras e poucos respeitavam o distanciamento mínimo de um metro e meio determinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ou seja, o comportamento desses “cidadãos” vai contra a tudo o que profissionais da saúde e autoridades têm destacado como medida preventiva à propagação do coronavírus: é fundamental evitar aglomerações e o contato próximo com outras pessoas.

A recomendação ocorre porque a transmissão pelo vírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como espirro, tosse, gotículas de saliva, contato físico com uma pessoa infectada e toque em objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com boca, nariz ou olhos.

É compreensível que depois de três semanas de quarentena e isolamento social, muitos queiram sair, ir ao banco, fazer compras no comércio de rua ou procurar algum serviço público… Mas isso precisa ser feito com muita responsabilidade, com moderação e, acima de tudo, respeitando as recomendações dos órgãos de saúde. Esse tipo de comportamento pode comprometer todas essas três semanas de um esforço coletivo, e que tudo que se conseguiu pode se perder. Pode significar o aumento da curva de casos de infectados.

É bom lembrar que quando o número de casos explodir, não haverá como furar a fila para atendimento nas unidades de saúde, principalmente nas UTIs. Portanto, precisamos ser comedidos, adotar muita cautela quando formos às ruas. A retomada das atividades econômicas não significa o fim da pandemia do novo coronavírus. Todo cuidado é necessário.

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