Sociedade prejudicada

Mais uma vez, a paralisação dos servidores municipais de Florianópolis atinge diretamente o lado mais fraco: a população. Mesmo que parcial, como foi no primeiro dia, a greve prejudica pais que precisam deixar seus filhos nas creches. Pode piorar hoje se os postos de saúde fecharem as portas. Mais florianopolitanos serão afetados.

A greve municipal foi anunciada quando a prefeitura negociava com os servidores o reajuste salarial, sem qualquer indicativo de paralisação. O que se percebe é que o sindicato quis aproveitar a aproximação com a paralisação nacional que vai acontecer amanhã. O cenário é muito mais de greve política do que realmente uma negociação dos interesses dos servidores que querem trabalhar pelo município e pelos moradores de Florianópolis.

A Constituição nos garante, como brasileiros, o direito a nos manifestarmos, fazermos greve e exigirmos melhorias. Mas não nos permite prejudicar os direitos e as liberdades das outras pessoas. Os serviços básicos são essenciais para a população. É um direito adquirido ter acesso à saúde e educação, as duas áreas mais atingidas durante uma paralisação municipal.

É importante a militância, a mobilização por direitos trabalhistas, mas também é importante respeitar a vontade da população, que na sua grande maioria não apoia esse tipo de greve. O país vive outro momento. Basta do uso de cargos públicos para fazer politicagem em sindicatos, é preciso vontade para trabalhar, pelo bem da sociedade.

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