Tensão no Oriente Médio

A tensão no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Irã coloca o mundo em alerta, pois uma guerra entre os dois países é iminente. As ameaças dos dois lados estão cada vez mais duras. A escalada da violência aumentou após o ataque norte-americano a um comboio que se dirigia ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, e que matou o general iraniano Qasem Soleimani, comandante das Forças Quds, a unidade de inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.

O Irã, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei e pelo presidente Hassan Rohani, prometeu “retaliações severas”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta em meio a ameaças de retaliação do Irã: diz que tem os melhores equipamentos militares do mundo e que se o seu país for atacado, vai revidar com “mais força do que nunca”.

Ontem, o Irã afirmou em comunicado que seu trabalho de enriquecimento de urânio não respeitará mais o acordo nuclear de 2015, que limitava o nível de enriquecimento a 3,6%, e que sua produção não terá mais restrições. O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas, potencialmente, pode servir para a produção de armas nucleares. O cenário de violência revela que as consequências na economia mundial são imprevisíveis.

Aqui no Brasil, a preocupação já é real com a alta do petróleo, que vai encarecer os combustíveis. O ano de 2020 que se apresenta como de fortalecimento da economia brasileira, pode ser de incertezas enquanto a tensão no Oriente Médio não diminuir. Ninguém hoje é capaz de dizer onde isso vai parar, mas o mundo inteiro espera pelo diálogo e bom senso dos líderes dos Estados Unidos e do Irã para que não haja radicalização.

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