Todos na mesma direção

Sem resultados eficazes do governo do Estado, que segue enrolado no escândalo dos respiradores, os prefeitos das quatro maiores cidades da Grande Florianópolis – Capital, São José, Palhoça e Biguaçu – resolveram oferecer auxílio financeiro para quem de fato é o responsável pela gestão hospitalar.

Com o agravamento da pandemia nos últimos dias, diariamente mais casos são registrados e hospitais à beira do colapso devido à superlotação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), os municípios estão garantindo 50% dos recursos na contratação de novos leitos. O sinal de alerta, de pré-colapso, desprezado pelo governo, foi dado pelo secretário da Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, há duas semanas.

Outra decisão dos prefeitos é que não haverá novas flexibilizações enquanto os casos de Covid-19 continuarem subindo. Uma deliberação acertada. Desde a reabertura dos serviços e das atividades econômicas, a população relaxou nos cuidados com a prevenção ao novo coronavírus.

A região de Florianópolis, e a própria Capital, que eram exemplos nesta batalha contra o vírus, passaram a contabilizar mais casos e mortes por Covid-19. A situação dos hospitais, que estava controlada, explodiu no fim de semana.

As UTIs começaram a ficar lotadas. Foi o estopim para que a população percebesse que não voltamos ao “normal”, infelizmente.Para o prefeito da Capital, Gean Loureiro, o momento é de somar forças. Florianópolis faz a sua parte, mas a regulação de novos leitos é feita pelo Estado.

Se o governo não consegue se explicar sobre os R$ 33 milhões pagos por 200 respiradores inexistentes, que ao menos atenda a reivindicação e ajuda dos municípios. E que o trabalho seja realizado em harmonia, com seriedade, para que o cenário não se agrave ainda mais. Os catarinenses merecem uma atenção maior do Executivo estadual.

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