Todos pela vacina

Neste momento em que completa um ano de gestão da pandemia, e enfrentando uma curva ascendente de contágios e mortes pela Covid-19, o país tem como grande desafio acelerar o programa nacional de imunização.

Desde 18 de janeiro, quando as primeiras remessas foram distribuídas aos Estados, o calendário de vacinação dos grupos prioritários tem andado a passos lentos e gerado compreensível preocupação e ansiedade entre a população.

No período, foram imunizadas cerca de 9 milhões de pessoas, número aquém do que se esperava e explicado pela demora no início das negociações para a concretização dos contratos internacionais. O próprio governo tem reconhecido a necessidade de dar mais agilidade ao processo, que salva vidas e ainda garante a retomada da economia com mais segurança.

É compreensível, portanto, a mobilização em torno do tema, que deve passar longe das disputas políticas e da polarização ideológica que só tem prejudicado o Brasil. É uma pauta suprapartidária e que interessa a todos os segmentos.

Liderado pela empresária Luiza Trajano, o Movimento Unidos pela Vacina quer envolver o setor produtivo para permitir que toda a população brasileira imunizada até setembro deste ano. A meta é ambiciosa pelo andar da carruagem, mas imprescindível para que seja possível superar o caos atual, com triste recorde de mortes diárias por conta do coronavírus e colapso no sistema hospitalar, inclusive em Santa Catarina.

Em outro flanco, também importante, os municípios catarinenses se articulam em consórcios para compras diretas das vacinas junto a empresas internacionais. Pelo menos 180 prefeituras já manifestaram interesse na adesão, em iniciativa capitaneada pela Fecam, para aquisição de 3 milhões de doses.

Caso haja disponibilidade de entrega do produto, que está sendo disputado no mundo inteiro, esse movimento pode ser uma luz no fim do túnel. O desfecho positivo depende, no entanto, de sanção do Planalto do projeto aprovado pela Câmara que autoriza essas negociações pelas prefeituras e Estados. A vacina, por enquanto, é nosso único passaporte para a normalidade. Ou o mais próximo disso!

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