Trabalho, resiliência e superação

O Brasil fechou o primeiro trimestre com uma taxa de desemprego de 14,2%, índice 3% maior do que o registrado em março do ano passado, início da pandemia.

Hoje, são cerca de 14 milhões de pessoas que não têm registro profissional formal e enfrentam um desafio ainda maior por conta de uma crise sanitária sem precedentes e que, inegavelmente, incorporou novos paradigmas ao mercado.

No segundo feriado do Dia do Trabalho em meio ao enfrentamento do coronavírus, o país está diante de desafios ainda maiores aos que já se avizinhavam na entrada da década.

A pandemia desenhou uma realidade diferente, que exige um novo posicionamento de gestores públicos, empresários e, é claro, dos trabalhadores. Reinvenção tem sido a palavra de ordem nos últimos 13 meses para empreendedores e funcionários. Não é clichê.

Quantas histórias de empregados que perderam a vaga na empresa por conta da crise econômica causada pela Covid-19 e improvisaram outras atividades para garantir uma fonte de renda.

E os relatos de empresários que, sem receita, tiveram que se readaptar para evitar demissões. Sem falar na triste estatística dos CNPJs cancelados: negócios que não suportaram as medidas restritivas – muitas vezes, sem qualquer contrapartida oficial – e fecharam as portas definitivamente.

Em maior ou menor grau, todos tiveram que sair da zona de conforto. O home office, antes tímido e até visto com desconfiança, virou rotina em pequenas e grandes corporações pela necessidade do isolamento social para conter a transmissão do vírus.

É uma transformação que passa pelo aumento expressivo da digitalização, da substituição do contato presencial pelo online e que testa de forma ostensiva a nossa capacidade de resiliência e superação.

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