Trade turístico precisa sobreviver

Voltar a viajar é um dos maiores desejos dos consumidores, segundo estudo global divulgado pelo IBM Institute for Business Value. O mesmo estudo conclui que os entrevistados estão mais confiantes na segurança, eficácia e distribuição das vacinas contra a Covid-19 e indica o desejo de retornar à “normalidade” após serem vacinados.

E este desejo de viajar é, mais do que um sonho pessoal, necessidade para todo um segmento que vive do turismo. Setores-chave, como de varejo, viagens, hotelaria e transporte sofrem há mais de ano, em maior ou em menor escala, para sobreviver. E, ao mesmo tempo, se sentem desafiados a fornecer serviços e a desenvolver estratégias de marketing mais elaboradas e personalizadas para manter na ativa e tornarem-se competitivos.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em 2020 a pandemia resultou no fechamento de 35,5 mil empresas de turismo no Brasil. E na perda de 397 mil empregos. Houve redução de 12,8% da força de trabalho formal do turismo. Segmentos mais afetados foram bares e restaurantes (fechamento de mais de 28 mil estabelecimentos); hotéis, pousadas e similares (três mil fechamentos) e agências de viagens (1,4 mil fechadas).

Em Santa Catarina, pesquisa Fecomércio SC de Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2021, segundo reportagem publicada ontem no ND, mostra que a ocupação da rede hoteleira caiu 33% no verão. E nem a Páscoa e os demais feriadões de abril conseguiram trazer ânimo ao segmento.

Apesar das garantias de segurança, diversão, gastronomia e propostas de proximidade e experiências diferentes mais perto da natureza, alguns empresários revelam estar em situação desesperadora, tendo que fechar as portas.

Além da temporada de verão fraca, outro problema foi a redução de viagens a trabalho e do turismo de negócios e de eventos. Como consequência, mais perdas, falências e desemprego.

Na quinta-feira, o Fórum de Temas Nacionais, evento virtual realizado pela ADVB SP, FBM (Fundação Brasileira de Marketing) e o Ires (Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental), terá como um dos palestrantes o secretário de Turismo do Estado de São Paulo, o catarinense Vinicius Lummertz. Ele promete apresentar soluções a municípios de todo o país para a recuperação econômica.

Uma das recomendações está em torno da união de forças do trade turístico, planejando estratégias que assegurem competitividade aos destinos turísticos quando houver a retomada da procura por viagens a lazer, intercâmbio, negócios e eventos.

Quanto às perspectivas para 2021, elas estão mesmo atreladas à aceleração da vacinação, que no Estado ultrapassou 1,5 milhão de doses aplicadas, mas nesta semana deve desacelerar porque as doses estão vindo em menor quantidade.

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