Tragédias e solidariedade

Mais uma vez, os catarinenses estão enfrentando uma tragédia climática. A chuva intensa provocou estragos e deixou 15 mortos, seis pessoas ainda estão desaparecidas e centenas de desabrigados e desalojados no Alto Vale do Itajaí. Presidente Getúlio, Ibirama, Rio do Sul, Siderópolis e Lontras foram os municípios mais atingidos, com deslizamentos, alagamentos e quedas de árvores.

Belo por natureza, o Estado de Santa Catarina tem sofrido consequências gravíssimas da própria natureza nas últimas décadas. Enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra, ressacas, tornados, ciclones e até furacão são tragédias que, ano após ano, dizimam famílias, destroem residências e comércios em diferentes regiões do Estado.

Tragédias que fazem os catarinenses buscar forças e superação para reconstruir tudo do zero. E são nestes momentos que aparecem uma das principais qualidades dos moradores de Santa Catarina, solidários com as vítimas.

A solidariedade foi fundamental para que os atingidos pudessem minimizar as perdas e seguir a caminhada da vida. Foi assim nas duas grandes enchentes em Blumenau e várias cidades do Vale do Itajaí, na década de 1980; na passagem do furacão Katrina em março de 2004; no rastro de destruição de um tornado em Xanxerê, no ano de 2015; e na destruição provocada pela forte ressaca nas praias do Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, em 2018.

Agora, novamente os catarinenses se solidarizam com os moradores do Alto Vale do Itajaí. Um dos exemplos vem da Maratona da Solidariedade, ação da NDTV que tem como missão recolher alimentos, produzir cestas básicas e entregar às famílias que mais necessitam.

Neste momento, as doações recebidas estão sendo encaminhadas para as cidades mais atingidas pela enxurrada no Alto Vale. Essa ação é apenas uma das diversas correntes do bem que espalham pelo Estado nos momentos mais difíceis para os catarinenses. Um exemplo a ser seguido pelos brasileiros.

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