Transparência na Zona Azul

Para não repetir erros do passado e dar 100% de transparência ao processo licitatório da Zona Azul, o sistema de estacionamento rotativo de Florianópolis, a Prefeitura da Capital decidiu suspender o edital de licitação após solicitação do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Como uma das empresas participantes questionou algumas exigência de qualificação técnica do edital, o município utilizou o princípio de precaução e interrompeu o processo para esclarecer os pontos que provocaram dúvidas.

A imagem da Zona Azul, manchada pela Dom Parking, que administrou o serviço nos últimos seis anos sem repassar os recursos arrecadados à prefeitura, uma dívida que chega a R$ 19 milhões, precisa ser resgatada pela atual administração. A Dom Parking assumiu a Zona Azul após a extinção da Aflov (Associação Florianopolitana de Voluntários), que tinha o direito de cobrar pelas vagas. A Aflov também esteve envolvida em irregularidades. Portanto, há pelo menos dez anos as administrações municipais estão às voltas com problemas no gerenciamento das vagas de estacionamento.

Por isso é acertada a decisão de suspender o edital. A cidade não pode mais conviver com irregularidades e picaretagens nos serviços públicos concedidos à iniciativa privada. Quanto mais transparência houver no processo de licitação, maior será a credibilidade do serviço. Afinal, a Zona Azul sempre funcionou corretamente, foi bem aceita pelos motoristas, que veem neste tipo de serviço o ordenamento das vagas, principalmente no Centro.

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