Transplantes de órgãos

Em meio à pandemia da Covid-19 e todos seus reflexos negativos nos últimos três meses – milhares de vidas ceifadas no país e crise econômica sem precedentes -, é alentadora a informação de que Santa Catarina registrou aumento de 15% no número de doações de órgãos em relação ao ano passado.

O balanço da SC Transplantes mostra que de janeiro a maio de 2020 foram 129 doações de múltiplos órgãos, 17 a mais do que no mesmo período de 2019, um ano considerado histórico pelo Serviço Especializado de Regulação da Saúde.

O avanço em relação ao número de transplantes, com percentual significativo de 13%, é resultado de um trabalho sério e engajado que tem sido feito nos últimos anos que tem colocado o Estado em posição de vanguarda e servindo de inspiração para políticas públicas semelhantes no resto do país.

Vários fatores explicam esse cenário, a começar pela conscientização sobre a importância do ato de doação de órgãos, ainda imenso tabu para muitas famílias. A relutância diante do pedido de autorização para a retirada de algum órgão do ente querido falecido ainda é, sem dúvida, a principal barreira para que mais vidas sejam salvas pelos transplantes.

Merece registro também a azeitada logística montada pelas equipes catarinenses para que pacientes recebam, com a rapidez necessária, órgãos como córnea, coração, fígado, rim, pâncreas, esclera e válvula cardíaca. São operações milimetricamente cronometradas que há 20 anos fazem a diferença em Santa Catarina.

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